Destrinchando “Speed of Light”, novo clipe do Iron Maiden

Antes de tudo é importante dizer que esse não pretende ser um artigo definitivo sobre o tema, muito menos afirmar que todas as referências aqui estão corretas. Algumas podem ser apenas palpite meu e aquela não ter sido necessariamente a intenção dos responsáveis pela arte do clipe, assim como posso estar completamente equivocado em outras. Podem existir também outros aspectos no clipe que eu não captei e, por isso, seria legal a contribuição nos comentários de quem percebeu algumas coisas não listadas aqui. O texto é uma variação das notas que tomei após ver o clipe e, portanto, não apresento referência de outros sites que possam já ter feito o mesmo que eu nesse artigo (por sinal não li nada sobre o clipe justamente para realizar uma analise mais pessoal minha). A única questão que acabei tendo contato, e posteriormente a escrita das notas, foi um ponto destacado no site Omeletv que reforçou a minha suspeita de que em um momento do clipe se homenageava o jogo Minecraft.

 

Sei também que as referências aqui são óbvias para os fãs da banda mais atentos (a grande maioria foi bem fácil pegar), porém, acredito ser legal pontuar e destacar as várias passagens no clipe justamente para aqueles que estão começando a ouvir Maiden – e podem acabar se interessando ainda mais pela discografia em geral do grupo –, bem como para os que se atentaram menos ao clipe ou que até prestaram bastante atenção, mas perderam um ou outro elemento.

 

Vamos ao que interessa!

 

O clipe inicia com Eddie à frente de um painel de nave espacial muito semelhante (pra não dizer idêntico) ao do vídeo clipe da música Wasted Years do álbum Somewhere in Time (1986). O início do clipe nos passa a impressão de que Eddie está pilotando uma espaçonave, porém, o clipe terá um desfecho completamente inesperado para quem o assiste pela primeira vez.  

 

 

O vidro da suposta nave se quebra e Eddie se despedaça, algo meio Matrix, lembrando um pouco a capa do single Virus (1996). Talvez aqui seja uma referência meio forçada minha, mas as partes em verde no clipe me lembraram, um pouco, o fundo verde do single. Ainda mais porque em ambos aparece somente a cabeça do mascote da banda.  

 

 

No momento em que Eddie é arremessado para fora da nave é possível perceber também a machadinha que o mesmo utiliza na capa do álbum Killers (1981) voando no espaço junto ao protagonista. O estilo da machadinha nesse momento é muito semelhante ao das armas do jogo Minecraft (a princípio acredita-se ser uma coincidência, porém, com o passar do clipe, nota-se que possivelmente é uma referência bem direta). 

 

 

Após uma viagem espacial, Eddie chega a um mundo que se parece com um jogo. E não é qualquer jogo, mas sim um clássico dos videogames da Nintendo: Donkey Kong (1981).  

 

 

O cenário é uma mistura entre o jogo citado acima e os desenhos das capas e encartes dos dois primeiros álbuns da banda Iron Maiden (1980), Killers (1981) e do single Bring Your Daughter to the Slaughter - este principalmente, pois podemos notar várias referências a ela no clipe. Essa parte é bastante engraçada, pois Eddie acaba encarnando o papel de ninguém menos que o Super Mário em sua primeira aparição. Podemos notar no cenário que o carro estacionado balança ao lado do edifício (por qual motivo será?). Também podemos ver um morcego em frente à lua formando o símbolo do Batman - como no single Bring your daughter to de slaughter (1990). Aqui podemos notar algumas referências bem interessantes também a este single. A lata de lixo cuja tampa levanta (possivelmente por conta de um monstro dentro), o pôster do prédio, a porta verde, a mesma mulher de vermelho que é salva por nosso protagonista. [NOTA] Meu amigo Gabriel Melo chamou a atenção para as televisões atiradas, possível referência ao single Holy Smoke. 

 

 

No final, após salvar a donzela (perdão pelo trocadilho) o Eddie do clipe repete a pose do Eddie do single. 

 

 

Nosso personagem continua sua viagem via vortex temporal em busca de outros três corações (agora já dá pra sacar como o clipe vai se desenvolver). Eddie chega então ao cenário de Live After Death (1985) aos 1:45: 

 

 

 

Vários jogos nesse estilo foram feitos nos anos de 1990, porém, o que me veio na cabeça na hora foi o clássico Robocop vs Terminator (1993). 

 

 

Nesse mesmo momento ocorre uma troca de cenário entre o Live After Death (um álbum ao vivo) para um álbum de estúdio do ano seguinte, o Somewhere in Time (1986), a partir do minuto 1:47. O protagonista enfrenta aqui alguns inimigos ao estilo do Eddie do Somewhere in Time, que são androides, um tanto parecidos com os personagens do single Stranger in a Strange Land (1985). 

 

 

Ao longo do cenário podemos notar referências aos lugares desenhados na capa e contracapa do Somewhere in Time pelo artista Derek Riggs.

 

 

 

1) O olho de Horus, 2) um poster rasgado do Eddie (possivelmente o mesmo da capa do Somewhere que pode ser visto mais acima), 3) um lugar chamado Texas, 4) o corpo da criatura morta por Eddie na capa do álbum estirado ao chão do clipe em frente ao poster, 5) bem como a cerveja Trooper também marcam presença no cenário.  

 

 

Aos 2:02 outra surpresa. A mulher que se observa no espelho é a mesma que marca presença no encarte do Killers e os apartamentos tem a mesma cor de cortinas e iluminação que a capa do álbum de 1981 (apesar do andar invertido e que a cortina da mulher na imagem é roxa e não verde como no clipe). Cabe lembrar também que a arte do Somewhere é uma mistura de uma cidade futurística com elementos de uma cidade antiga e que os prédios do período do Killers figuram nesse cenário também no desenho de Riggs no álbum de 1986. 

 

 

 

 

Aos 2:05 aparece a galáxia da contracapa do Somewhere in Time e uma nave ao estilo das desenhadas na arte do mesmo álbum e do cartaz da turnê da Somewhere on Tour (que pode ser vista mais abaixo). 

 

 

 

Podemos notar a galáxia, a pirâmide e naves sobrevoando a cidade, e no clipe a mesma arma da capa do álbum e do pôster da tour é utilizada. 

 

 

Mais alguns detalhes. Aos 2:07 a Pirâmide de Powerslave (1984) e também eternizada na contracapa de Somewhere in Time. É possível também que o personagem tenha caído em cima da passarela de paredes transparentes que aparece na contracapa do álbum de 1986.

 

Aos 2:16 outro ponto alto do clipe. Podemos ver três referências a três momentos bem distintos da carreira da banda. A cabeça do alien morto em Final Frontier (2010); um braço (possivelmente o da capa do Somewhere in Time, talvez da criatura que Eddie matou); e o feto do álbum Seventh Son of a Seventh Son (1988), estão mergulhados em vidros para serem conservados. 

 

 

Nosso protagonista segue sua viagem. Aos 2:30 Eddie novamente entra em um vortex – desta vez após pegar o segundo coração dos 4 que necessita para completar sua missão. Enquanto Eddie viaja na velocidade da luz pelo espaço “sem que a humanidade possa nos salvar”; o personagem se depara com uma cabeça vermelha de demônio voadora, a mesma do single de The Number of the beast (1982).

 

 

Aos 2:49 ocorre a simulação de um cenário que dispensa referências. Uma mistura de Mortal Kombat com o local e os espectadores da capa do single de Run to the Hills (1982). 

 

 

Nesse cenário, Eddie luta contra o demônio que aparece sendo controlado como uma marionete na capa de The number of the beast (1981) e que o enfrenta na capa do single Run to the hills, onde ele utiliza a mesma machadinha utilizada do álbum Killers (que é utilizada durante a batalha no clipe, ao melhor estilo Nightwolf, sendo a luta, inclusive, observada pela mesma plateia do single).

 

 

Depois de uma luta sensacional em que o demônio vence lançando o golpe “Angel of Death” em Eddie aos 3:00 (a Morte que aparece em vários encartes do Maiden)... 

 

 

...Eddie retorna do mundo dos mortos saindo do solo após um raio atingir a terra (novamente referência ao Live After Death).  

 

 

Após um combo de vários hits na besta, Eddie a finaliza com um Fatality (se existia alguma dúvida sobre a referência do jogo ela termina aqui), arrancando a cabeça do demônio e a segurando como no desenho postado abaixo. A pose é uma representação direta da capa do single The Number of the Beast. 

 

 

Eddie viaja novamente no tempo e chega, aos 3:49, em uma cidade asteca mais uma vez empunhando a inseparável machadinha do Killers (1981). O cenário agora é o tema do novo álbum The Book of Souls (2015). A temática desse álbum – segundo entrevista de membros da banda e alguns sites especializados – é justamente a civilização asteca. Eddie então caminha pelo cenário enfrentando esqueletos dos antigos habitantes da região com sua machadinha e com armas recolhidas ao acaso no chão (ao melhor estilo Counter Strike, jogo que inclusive tinha um cenário bastante famoso chamado Aztec). [Nota: Pode ser que o jogo aqui não seja Counter Strike, e sim Call of Duty. O primeiro me veio à cabeça por ter a fase aztec mesmo, mas é possível que tenha sido apenas coincidência].

 

 

Porém, nesse caso, acho que ocorre uma dupla [tripla] referência. Tanto Counter Strike (ou Call of Duty) quanto os jogos dos anos 90 protagonizados pela heroína Lara Croft, o Tomb Raider, serviram de inspiração para o cenário. Penso isso, pois, aos 4:09, o personagem enfrenta um dinossauro, inimigo enfrentado também por Lara Croft em um dos jogos da franquia (em um cenário bem parecido, diga-se de passagem). 

 

 

Ao final, após colocar os 4 corações num altar (algo bem Tomb Raider), sendo um deles arrancado do seu próprio peito, Eddie finaliza o jogo e aparece a pontuação na máquina de fliperama. Eddie marca 666.666 sendo esta a pontuação recorde. Além do nome de Eddie, pode ser visto os seguintes nomes no ranking:

 

 

BRUCE (VOCAL)

LLEXI

MARCK

STEVE (BAIXO)

ROBARD

DEVEM (GUITARRA)

SHRAZ

JANIK (GUITARRA)

SMITH (GUITARRA)

YAYAY

NICKO (BATERIA)

 

Não tenho ideia das outras referências além dos atuais membros. Pensei em ex membros da banda ou pessoas ligadas ao Iron Maiden, mas os nomes não se encaixam.

 

O clipe termina revelando que o que achávamos inicialmente ser uma nave espacial em que Eddie viajava por mundos estranhos em forma de jogos de vídeo-game era, na verdade, um fliperama, sendo o painel de controle da nave apenas os botões de comando da máquina. Ao fundo, além da máquina em que Eddie jogava conter um Eddie desenhado (não estou bem certo sobre qual álbum é a referência, mas pareceu-me ser do Seventh Sono of a Seventh Son), ainda podemos ver mais 6 máquinas com algumas ícones ligados à banda.  

 

 

1- Não consigo identificar;

2- Não consigo identificar;

3- Não consigo identificar;

4- Uma máquina com o símbolo do A Matter of Life and Death (2006). Pode ser vista uma pirâmide do Powerslave na tela também;

 

 

5- Referência ao Live After Death;

6- Uma máquina com a face de um Eddie como as do Final Frontier (2010); 

 

 

7- Seventh Son talvez, até por ser a máquina 7 se contado da esquerda para a direita.

 

Abraços e Up the Irons!

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January 22, 2020

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